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9 de jun de 2011

Saudades terás um dia...



Era assim, sem muito dizer, apenas sentir...


Inclinavas sem pudor teu corpo sobre o meu.
Olhavas em meus olhos e com juras de amor
sentias o hálito e os mais sutis relevos de meus lábios.


Confiavas firmemente em mim com o terrível fervor incrédulo de um ateu,
sussurrando ao meu ouvido contos de vigário e
de tuas inverdades assumidas.


Colhias com sofreguidão minhas saliências nuas,
desnudas de receios, com a obstinação assídua de uma freira apaixonada por teu santo amor.


Gostavas de misturar nossas salivas
guardando em tua boca meu gosto.
Disfarçando assim tuas mil faces de feiticeira
e oportunista.


Adoravas quando beijava com suavidade teus seios,
que a idade já não ajudava a estarem firmes,
mas pedias que me detivesse em tuas auréolas e
sempre dizias que em um só seio, o outro com ciúmes ficaria.
Teus mamilos intumescidos gritavam por teu gozo,
onde dizias firme nunca ter sentido nada igual.


Te enebriavas em dizer que em teu dia a dia
passado, teu outro, nada fazia sentir teu corpo.
Era o cúmulo da lascívia sem sentido.


Sempre que desperta, vinhas a mim com o desejo
insaciável de gozos seguidos e estafantes.


Tentei fazer teu corpo, o teu sentir real.
Queria te fazer a mais bela rainha do meu reino.
Elevando, para sempre, teu orgasmo a um nível
totalmente novo e diferente do que dizias sentir antes.


Teu outro, dizias, nada conseguia em mais de dez segundos e que você rezava para que a tortura logo cessasse.
Com o desamor desavergonhado de quem faz e pensa
em outro corpo, em outro ser.


Usava de toda a tua sensibilidade
com suaves e leves beijos em que desenhava amores
safados em tuas ancas.
Investia nestes momentos toda tua vaidade
para satisfazer totalmente teus desejos e teus
gemidos de santa.


Prendias-me nas mais vergonhosas correntes,
com um fervor digno de ninfomaníaca em total atraso
com teu sexo passado.


Sei que sentias o desafio do proibido.
Sem esquecer as realidades deste adultério.
Aproveitávamos cada nova cama de nossa
insuperável libido.

Pois é, menina do bem e do mal,
hoje apenas contempla teus dias de monótonos
alívios com teu velho usuário.

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