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10 de fev de 2012

No vértice central de tuas pernas





 
Ei...

Ei mulher!!!
o que menos quero agora,
é educação,
candura,
boas maneiras... delicadeza.

Mulher...
Quero é instinto.
Insana barbárie de corações sorrindo.
Sentir gozos compromissados com nosso amor.

Mulher... quero ter, pertencer, querer com força...
apenas você.

E...

Uma mulher,
com certeza,
um homem educado, muito polido,
não presenciou o ato
em que fui concebido,
no gozo de outro amor.

Chegando inebriado de vida
nasci, chorei nu melado com o sangue
mal educado da vida e gritei,
grito até hoje.

Mulher...
No hoje, só quero teu ritmo.
No meu molejo falado e no escrito.
Gingado doido, no vértice central de tuas pernas.
Dança louca do corpo que sente.
Nas letras reais da fala e do poema.

Mulher
Nada estava previsto em nosso caminho
em nenhum universo conhecido,
estava previsto um segredo e o meu amor
por ti.
Um sonho bom tornou-se segredo impossível.
O meu amor por ti, é o real da minha escalada.

Menina...
Mulher...
No cara a cara do viver comum.
Nos píncaros, no momento maior,
Já é você e só você ou... já era...

Alguém pode achar que é mais um amor,
passageiro como tantos.
Que veio do nada, que nasceu fácil.
Nosso ritmo é vida, muita espera,
muitos segredos impossíveis vencidos
em árduas lutas cheias de orgulhos
e preconceitos.

Mulher...
Sabes que meu jeito só é ritmo
quando apimentado com pitanga,
na base do desafio como vencido e vencedor,
na necessária cumplicidade das verdades.

Menina...
Mulher...
Sabes que sou apenas resquícios de uma
modernidade vivida.
Gotas de uma água com sabor agre doce.
Onde por dias, desafio o bom senso,
dando sinais bruscos de intensa insensatez.
Sempre a procura das emoções,
que hoje, esse coração cansado,
encontra em ti.

Mas sei... Mulher...
Que o que atrai teus sussurros,
vontades e sonhos,
é esse louco modo irregular e
e sem uma forma normal de te amar.

Mulher...
Hoje, com jeito de menina pidona,
dissestes ao meu ouvido, depois do amor;

Não quero palavras bonitas.
Palavras doces que conseguem
esquentar corações.
Só quero que escrevas nossa
normalidade cotidiana.
Quem sabe, hoje, quero até discutir,
brigar, xingar e cansada da tua distancia,
fazer as pazes.

Mulher... Menina...
Se assim queres
e se achavas que não sou chato.
nem vou te beijar.
Ficarei a te apreciar e na espera,
dizer-te algumas coisinhas,
coisas, letras feias e bonitas.

Mulher... És...

Chata.
Birrenta.
Desconfiada.
Atrapalhada.
Segura.
Bonita.
Doce.

Principalmente minha...

Por isso te quero tanto,
sendo só teu.


Creative Commons License Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

2 comentários:

Clarinha disse...

Poeta que delícia de poema.

Parabéns como sempre.

Beijos

Yara disse...

Forte e gostoso.