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19 de nov de 2009

Caminho...



Nesta cidade, chamada Maravilhosa,
meus olhos avistam constantemente,
em minhas ultimas paragens por aqui,
uma luz, um relance, uma vela ,
no início do túnel do tempo que não existe.

Na esperança de se estar forte e preciso,
vejo de minha janela, onde espero, um farol pequenino.
Olhos negros a luz da lua, pupilas brilhantes ao raiar do sol. No inicio das horas a vontade, no final do dia,
um final de campeonato perdido.

Na realidade dos dias de hoje, não pode ser um farol.
Pode ser uma casinha branca com cerca baixa,
pintada na tua cor preferida.
É isso, uma casa e uma varanda, onde redes solitárias
esperam pelo espreguiçar de corpos em feliz harmonia
com a vida, sem tempo marcado.

O engraçado, trágico, ou louco é que existe sempre
uma luz acesa na entrada, como a mostrar o caminho e avisando
que dali para dentro, nada pode ser pior que o lado de fora.
E que mesmo de perto, em toda a sua simplicidade,
não devem ser pequeninas as expectativas,
de não se viver normalmente nos grandes e modernos faróis iluminados, com janelas amplas, elevadores frios e vizinhos que não se falam.

É apenas uma casa com varanda e uma luz acesa...

Há muito que sei ser apenas um pontinho de luz.
Mas de onde eu moro, posso sentir em meu coração,
que lá estará sempre aberto, na escuridão da noite,
nos momentos de lágrimas e penas.

Minha curiosidade, queria que fosse igual a das mulheres,
que com certeza, já saberiam quem lá espera, habita, sorri.

Algumas noites deu vontade de bater a porta
e perguntar sem cerimônia, quem lá esta a sinalizar
a esperança, o bem acolher, um pontinho de sangue novo
em meu respirar.

E o porque de ter sempre acesa a luz,
se nem sempre estou por aqui, a buscá-la em minhas viagens, em minhas verdades, em minha certeza .

É uma luz suave, confiante, confortante, quanto uma luz pode ser ao conhecer o meu destino sem alma.
Parece saber que quando estou triste busco por ela...

E lá, estará ela...

Verdadeira, real, definitiva, suave, aconchegante,
sempre minha, eternamente acesa.

Sei de papel assinado que Ela não quer ser simples ou grandiosamente o meu último refugio.
Ela é o caminho de volta ou ida de uma estrada que se finda rapidamente.

Ele, meu caminho, quer apenas seguir o ponto de luz do próximo estagio, das próximas lutas, amores e viagens.

Ele quer ser apenas o limite inicial, na escuridão dos outros pontos que já se apagaram e que me esperam brilhantes, para juntos sorrirmos de tanta saudade jogada fora.

Podem dizer que estou louco varrido ou apenas empurrado para debaixo do tapete das circunstâncias que o momento exige.
Mas bendigo que ainda posso ter a chance de afirmar,
que louco ou inocente, sei que dali vem o amor.

E apenas por essa razão...

Posso ainda os olhos fechar e apreciar no suspiro abafado
pela rouca voz que já toma meus dizeres, gritar no maior tom que ainda consigo, que o meu ponto de luz está ali aceso, para me acolher, me amar e me deixar sossegar dessa vã esperança...



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2 comentários:

Debora disse...

lindo!lindo! boa sorte Rei!

Nanci Cerqueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.