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4 de nov de 2010

Futuro que te penso Forte

São Paulo, 31 de Outubro de 2010 - Brasil



Dia de festas, sorrisos brotam após a escuridão da luta, sonhos são passiveis do toque...
Minha Terra-Mãe brilha.

Joguei fora muitas fases, muitos dias de vida atrás daquilo que achava serviria, me indicaria o rumo.
Brinquei, dei valor aos sonhos mais distantes e ignorei aqueles que teriam me acordado.
Como tinha tanta certeza que os sonhos e a caminhada fossem ser sempre lúdicos, cor a escolher, eternos, sonhava...

Mas hoje, ainda entre nuvens, com essa alegria no peito, restam-me mais as lembranças dos sonhos de projetos ainda não realizados.
Um dia, uns dias, alguma noites pensei em ser grande, o maior, o melhor, só para ter como companhia ídolos, estrelas, o universo.

Viajei nas galáxias mais distantes, deixei bilhetes de amor, perguntas e anseios enterrados sob a poeira cósmica da imaginação.
Quem sabe um presságio, um amor antes de nascer, mesmo uma declaração de amor, àquela que teima invadir meus sonhos toda noite, toda vitória, toda presença marcante da mulher do meu amor.

E assim lá fui eu perdendo vida, sonhos e mulheres-amores.
Por cada curva extrema, cada esquina com vento, transformado em rua comum cada amor apressado.

Assim passei a registrar cada ato que faria em minha vida, numa fria e majestosa folha de papel.
Tendo-a como companheira, prescrevi, descrevi, escrevi, tudo aquilo que teria que fazer com minha e por minha vida.
Resolvi que antes de colocar o último ponto final, ainda preciso aprender a perdoar e voando nas asas da humildade, possa ser digno da lembrança.

Com arroubos e valentia irresponsáveis, voei sem asas, olhar no mundo, coração a palpitar soluços reais conheceu uma verdade, libertei meus pensamentos, aprisionei meus sonhos na vontade de viver.

Com orgulho decidi que ainda preciso conhecer pessoas, vontades, corações simples, para acariciá-los e senti-los sorrir de carinho e que com a vergonha dos pares, beijar suas donas poupando-as da palavra desnecessária.

Chamei teu nome baixinho e sem muita preparação ou chance da negação, voei você para Roma, a cidade dos amados e do amor sonhado.
Relutei em deixar o dia a dia e antes que a noite não mais amanheça tenho que atingir minha meta de cidadania, de olhar para cima e para baixo sem distinguir o sul do norte.

E por aí fui impondo lágrimas, sorrisos e choro de crianças.
Castiguei com meu julgamento e absolvi com minha consciência.
Percorri meu paraíso, sem pensar também nos sonhos dos outros a quem ninguém ensinou o caminho da alegria.

Mas...,

Hoje estou feliz
Vi que antes de não mais ser necessário e decisivo, preciso compreender que alguma lagrima que se perdeu no tempo fazem-nos mais homens, mais simples, mais irmãos.

Minha Terra sorri hoje para um futuro desenvolvido.

E eu, sorrindo para a realidade, antes de dizer boa noite, preciso amar mais uma vez incondicionalmente uma mulher, como amo esse solo, que para mim, sempre foi mãe gentil.





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Um comentário:

R.Cássia disse...

Olá Rilton.
Sempre temos a chance do recomeço e o aprendizado que ele nos traz.
Muitas vezes acertamos, outras erramos com as nossas escolhas. O que importa, é seguirmos firmes em nossa luta, primando pela felicidade.
Bjks.