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13 de abr de 2007

No escurinho do cinema...



É entre carícias e eles,
que despertam os desejos.

Desejo de amar,
de ser e ter.

Ele divino,
suave e gostoso.

Ternura inicial
de sonhos intermináveis.

Em pura viagem inebriada
de inesgotável prazer.

São ternos, etéreos,
eternos mensageiros
das paixões.

São frenéticos,
como louca e maravilhosa
é a lei do amor.

São como néctar provado,
do doce preferido,
que adoça a vida.

Em nós,
nos faz únicos,
roubando energia da alma
para servir de alimento
do coração e do amor.

Bom mesmo são os do reencontro.
Trazendo o calor da paixão,
alucinando o corpo,
encerrando ausências.

Tem molhado,
completo,
sem vácuo,
com vontade.
Explorador de verdades,
sem culpa, sem medo,
somente dois.

Começo de tudo,
preâmbulo de muito,
final de saudade.

E assim seguimos provando,
do melhor, o do dia,
o da hora do amor.

Quem sabe aquele
que começou de um estalinho,
foi se tornando carinho,
virou paixão, fome e
tesão, alimentando
nosso coração.

"No escurinhos do cinema..."




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3 comentários:

Amélia disse...

No escurinho do cinema, começávamos a nos beijar na adolescência, e este gostinho ficou com carinho, e a cada beijo uma nova sensação, não mais adolescente, mas muito mais interessante!
Lindo poema , envolvente, semelhante ao beijo de uma rosa.

Rita disse...

Que forma magnífica vc encontrou para descrever um ato simples, porém sublime, e tão necessário...Curvo-me aos seus pés!!!
Parabéns! Adorei...Bjks

nanci cerqueira disse...

Poeta, nascemos com o desejo de amar, nascemos só, mas nossos hormônios nos diz que temos que ter alguém para viver e ter prazer, este sentido inicia em jovens, bem jovens, sem agente saber, queremos o prazer da vida, não sabemos que prazer é este, sem saber o que fazer, sentimos a grande atração pelo escurinho do cinema kkkkk, libertos, sensações novas, sem conhecimentos, medo e prazer de sentir, tudo sublime, tudo candura só um pouquinho de maldade, mas maldade sem ser, só descobertas e atrevimentos dos mais afoitos, mas com ternura de anjos, anjos sentindo sensações verdadeiras mas com asas contadas, linda esta época, lindo nossos sentimentos e emoções, são lembranças que guardaremos no fundo dos nossos corações, todos nós vivemos estas emoções do escurinho do cinema!!! Lindo!!! Eu sinto isso hoje!


Desejo de amar,
de ser e ter.

Ele divino,
suave e gostoso.

Ternura inicial
de sonhos intermináveis.

Em pura viagem inebriada
de inesgotável prazer.

A afeição que se iniciava no cinema, ela pode ser pra sempre ou ficar uma lembrança boa, de uma época onde existia uma procura com a real busca, ser feliz com aquela menina/menino e se criar uma grande estória de amor, pois o amor naquele momento despontava nos pequenos corações, vazios de vidas, limpos de desilusões, com toda a força pra amar sem saber como!!! Kkk Mas supremo no seu querer!!! Poeta, fantástica tua poesia!!! um grande beijo!