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24 de dez de 2010

Alado Coração Amado...



O som das coisas, dos olhares, dos corações pulsando sentimentos, não fazem tanto ruído quanto o silêncio.

O palpável também se aplica ao silencio.
As formas do silêncio são sentidas, detalhadas, vividas por tempo demais.
O silêncio não é oco, muito menos surdo ou mudo.

No silêncio sabemos tudo, vivemos o todo, tudo se aprende, tudo se arrepende.
Ele não é o melhor, nem o mais inteligente dos sentimentos, mas com certeza muito mais que efêmeros instantes, que nos transportam para estradas do imaginário, do pensar, do letras juntar.

Nos caminhos, muito já ouvi o grito mudo, na forma de silêncio dos pouco ouvidos, dos sem voz, dos sem opções.

O estado de silêncio nas emoções, é não pertencer a alguém, nem ter quem nos queira ouvir, quem nos contradiga e que na briga, desabafe sensações.

Existe no silêncio, a companhia pertencida.
Existe o silencio dos horrores das maquinas desligadas.
Outros tão pesados que se fazem imperceptíveis aos ouvidos e só o coração sente.

Aquele que mais maltrata é o da solidão não pedida,
não solicitada, apenas destinada a ser vivida.
Dizer ser o silêncio da solidão único é constatar que na realidade a solidão faz ruído, no faz insones, vagueando corpos em cama vazia.

O silêncio é morno, corpo morto em mente viva.
É a esperança de ter acontecido sem ter sido feito.

Ainda outro dia, perto de hoje, meu silêncio despertou disposto e pronto a vagar por todo o meu dia.
Foi quando meu coração lembrou você, tentou gritar,
superar o silêncio, mas continuou batendo ritmado sem o som ter com quem dividir.
Mas num último arroubo corajoso e guerreiro, suspirou você, espantou o silêncio e seguiu sozinho, arrebatado e cheio dos sons de ter vivido teu precioso coração amado.

A tua lembrança me faz feliz, mas a ausência de tua voz, de teus sons, me diz que estas longe demais.
Por vezes, te escuto chamar por mim.
Em silêncio, te ouço chorar, rir e dizer sabiedades infantis...rs
Te vivo ainda no silêncio final do teu coração.

_ Coração amado que hoje alado entre estrelas me faz falta demais...


AO AMOR ... SEMPRE.


Poema postado originalmente em 23/08/2009

Creative Commons License


Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

6 comentários:

Tania medeiros disse...

QUE BELEZA DE LETRAS À UM SER QUE VIVEU O TEMPO SUFICIENTE PARA ESTAR PRONTO, COMPLETO!
TEM SERES QUE NÃO PRECISAM DE MUITO TEMPO PARA SER E FAZER POR SI E PRINICIPALMENTE PELOS QUE O RODEIAM!
A TUA SENSIBILIDADE SEMPRE ME ENCANTA!
AMEI!
TE BEIJO!

R.Cássia disse...

No silêncio ouvimos o som do nosso eu, das nossas vontades, saudades, ansiedades...
Bendito silêncio que, como um trem de amplo vagão, nos transporta numa viagem de lembranças e sonhos...
Bjks!

Nanci Cerqueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Poeta o teus poemas estão um mais lindo que o outro!!!
bjus SALETE

Anônimo disse...

o silêncio que nos cala a alma e faz sofrer o coração... silêncio que nos traz saudade e nos faz sentir necessidade...
ao amor...sempre.

sandroca40 disse...

Poeta, a tua alma é linda, iluminada. Existe dentro de ti algo de mavioso que nem sei explicar. Admiro teu trabalho, tudo que escreves é cheio de magia e encanto.
A poesia que fala do SILÊNCIO, me deixou extasiada, viajando em meus pensamentos. Adorei quando disse o Silêncio é a esperança de ter acontecido sem ter sido feito.
Alado Coração Amado, é uma poesia de grande sensibilidade, simplesmente AMEI. Parabéns meu poeta e amigo Rilton,Te adoro!
Te beijo!